domingo, 21 de fevereiro de 2010

O Baile de Máscaras!!!


Ultimamente ando sem vontade para escrever. Faltam-me idéias, inspiração e vontade de escrever. O meu ultimo texto exigiu muito de mim, realmente, são poucas as ocasiões que permito ser tão intenso com meus sentimentos. Sem dúvida foi um texto sincero, emotivo, verdadeiro e eu ainda não acredito publiquei para outras pessoas o lerem.

O carnaval acabou e eu acho que finalmente o ano de 2010 irá começar. Sempre é assim no Brasil, o ano começa sempre em março. Particularmente nada contra o carnaval, porém, é um período tão sem graça. Todo ano é sempre a mesma história, as escolas de samba continuam seu desfile, os trios elétricos saem em Salvador e em Recife, o galo sai de madrugada.

As máscaras vão cair e tudo que você vestiu agora você vai despir. E como tem gente ficando nua nesse ano, sem máscaras. Verdadeiramente é isso o que tem ocorrido esse ano, todas estão caindo e, sinceramente, eu estou curtindo. Aqueles que eu considerava sinceros e verdadeiros perderam todas, e por incrível que pareça não me surpreendeu, pois confirmou antigas suspeitas.

Tudo isso é tão nojento, tenho náuseas relativas a essas pessoas, contudo, sempre é bom saber quem elas realmente são. A cada novo dia eu concluo que nós somos aquilo que temos oferecer, afinal alguém aqui já viu alguma pessoa querer ficar próximo de outra que esteja com problema? NÃÃÃÃÃÃO!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Onde Está o Bom Humor?

O ser humano é um bicho muito complexo. Sua natureza é complexa desde momento de sua concepção. É uma luta constante entre o que queremos e o que podemos ter. Uma guerra sempre vencida pelo tempo, sendo que este, se não for, é o pior inimigo que temos.

Não sei qual o objetivo ou até mesmo porque eu afirmo isso. Certo dia estava assistindo um programa muito interessante sobre personalidade, um dos tópicos abordados no programa foi sobre os efeitos da rejeição sobre os seres humanos e como reagimos a esse sentimento. Concluíram que pessoas com sentimentos de rejeição tendem a se tornarem pessoas frustradas e violentas. Não possuo um grande embasamento sobre o assunto, porém, concordo em partes com a tese em si.

Acredito que pessoas rejeitadas usam da agressividade para chamar atenção dos outros. Pelo fato de não se sentirem acolhidas pelo o grupo, ou em um grupo, elas desconhecem outras formas e meios de obterem atenção, Afinal é o que todos querem.

Falando em atenção, eu tenho pensado no assunto nos últimos dias. Ontem conversando com uma conhecida sobre relacionamentos, e ela me fez uma pergunta, até então, feita apenas por mim mesmo. Aquela pergunta que ninguém tem a coragem de me perguntar. Respondi com a maestria de um filosofo sobre o assunto. De certa forma a resposta foi mecânica, instantânea e dinâmica por não se tratar de um assunto novo, ou de uma pergunta cuja nunca tenha me perguntando.

Tendo em consideração o assunto do programa e a pergunta, tomo algumas conclusões já conhecidas que tenho vergonha de revelar, não por serem imorais, e sim, por não acreditar na possibilidade de serem concretizadas.

Os estudiosos estão sempre dizendo e ressaltando a necessidade de possuirmos metas, objetivos ou sonhos para viver. Seguir nossas vidas num desses focos para sobrevivermos. Eu me pergunto qual seria o meu foco? O que eu quero? Aonde quero estar daqui a 10 anos?

No momento minhas respostas para estas perguntas levam-me a enxergar os caminhos, as opções e escolhas erradas que tomei ao longo do meio ¼ de século de vida. Eu não culpo ninguém por estas escolhas, é claro. Afinal, foram minhas escolhas. Entretanto eu culpo o ambiente em minha volta. Não me arrependo dessas escolhas, eu as fiz pensando serem as melhores, e também, não pensei apenas no que era melhor pra mim. Esse foi e é sempre o meu erro, colocar outras pessoas na minha frente. Tudo fruto da imaturidade, da insegurança da juventude.

Eu me considero uma pessoa frustrada. Além da minha cobrança agora surge à cobrança da sociedade. Como se não fosse bastante a interno, temos que conviver com a externa. Mesmo falando que não é cobrança, sempre há uma pressão. Ai eu volto à questão da atenção e pergunto: por que as pessoas não pensam antes de falar?

Além da metas, objetivos ou sonhos a serem seguidos, dizem também, que precisamos acreditar em algo maior, ter uma religião. O que afinal é a religião? Para mim, é acreditar e um poder maior, alguns chamam de Deus, Jesus, ou seja, o que for. Esse poder maior, a meu ver, nada mais é do que a aceitação e a absolvição plena que tanto queremos ter. Temos que crer que alguém irá nos aceitar e perdoar nossos erros e defeitos. Eu acredito em Deus, embora eu ache que ele se esqueceu de mim.

Imaginem-se sentados em um local calmo e sereno. Um céu azul com nuvens. Um penhasco tendo ao horizonte o mar. Vocês estão sentados vendo um filme a sua frente. Esse filme é a sua vida, porém, você está assistindo como se fosse uma terceira pessoa. Atualmente eu me vejo assim, assistindo a minha vida por fora. Ás vezes eu sinto que perdi algo.

Eu cresci em um ambiente cheio de moralidade e de conceitos ultrapassados, aparências inexistentes que me levam a loucura. Não há espaço para algo diferente, é viver seguindo um padrão, não há espaço para o azul entre o preto e o branco, ou seja, uma prisão.

Será essa dúvida e insegurança o complexo de filho de pais separados? Certa vez minha mãe questionou-me se eu acreditava que minha vida seria diferente se eu tivesse sido criado pelo meu pai? Não me atrevo a responder, pois creio que seria criar uma imagem da vida de como eu acredito que deveria ser, e esse paralelo seria o mesmo independente da minha criação.

Pode chamar-me de louco, esquizofrênico, maníaco obsessivo, mas em minha mente está presa a pessoa que eu sou. Meu corpo nada mais é do que uma prisão. Memórias das minhas antigas sessões de terapia. Eu apenas sou 10% da pessoa que eu devo ser por quê? Porque eu tenho que continuar a manter as características do ambiente que vivo. Tentar ser perfeito não é nada fácil. Eu quero tanto fugir desse mundinho mesquinho e quem sabe até ser feliz? Cansei de ser oprimido de não poder expressar uma idéia ou opinião e concluí-las sem ser interrompido por um grito, ou ser aborrecido por uma distorção. Há tanta diversidade no mundo e não tenho que aceitar a opinião alheia como verdade absoluta, todos somos diferentes!

No meu entendimento, e eu apreendi a agir assim, temos que analisar cada situação observando todos os lados, observando pontos de vistas contraditórios, para assim, formar nossa própria conclusão. A cada dia eu vejo as pessoas distorcerem histórias, ocultarem informações apenas para dizer que fulano ou cicrano são bons, sendo que, a bondade é um conceito relativo e pessoal. Ninguém é totalmente bom ou mau. Uns dias faz sol e em outros chove.

Não há espaço para conversas fúteis e idiota nas rodas de conversa, o assunto principal é falar assuntos chatos e maldosos. Aonde esta o bom humor? Viver em um ninho de cobras é assim, é você ver uma pessoa te tratar bem e falar o quanto maravilhoso você é, quando viramos as costas não sabemos se iremos sair vivos do lugar.

Por favor, não pensem que estou depressivo, não confundam análise crítica de uma situação com um desabafo. Livrar-me dessa gaiola de loucos apenas com um milagre, que não tenho fé que acontecerá. Eu perdi a fé com os anos, me tornei frio, sou conhecido como coração gelado. Mas como eu posso ser frio vivendo assim? Não gosto de me lamentar, pois sei que tenho uma mãe maravilhosa que fez e sempre fará tudo por mim, e em momento algum destino esse texto a ela, porque eu vejo como ela também se chateia com coisas dessa família, embora ela não veja que muitas vezes ela mesma cai nas armadilhas deles. É muito fácil culpar nossos pais pelos nossos erros, ou pelo menos culpar aquele que sempre nos deu amor, carinho e atenção.

Por fim, apenas uma pergunta, será que um dia eu terei a chance de ser feliz e de ter a vida que eu tenho direito de ter?


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Oração À São Jorge

Toda Casa Comercial ou Residencial, precisa de proteção Espiritual, contra Inveja, Confusões, Roubo, Assalto, Incêndio, etc... São Jorge é invocado nestes casos por ser um Santo Guerreiro que vai proteger a sua casa, família, seu comércio ou emprego.
Oração à São Jorge
Festa 23 de Abril. Comemora-se todo dia 23.
Ó São Jorge, meu Santo Guerreiro, invencível na fé de Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança, abre os meus caminhos.
Eu andarei vestido e armado com vossas armas para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos possam ter para me fazerem mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem meu corpo amarrar. Glorioso São Jorge, e nome de Deus, estendei vosso escudo e vossas poderosas armas, defendendo-me com vossa força e grandeza.
Ajudai-me a superar todo desânimo e a alcançar a graça que vos, peço, (faça agora o seu pedido). Dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé e auxiliai-me nesta necessidade.
Reza um Pai-Nossa, Uma Ave-Maria e fazer o Sinal da Cruz

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Arte ou jogo?

Viver é realmente uma arte. Tão complexa quando a “Monaliza” ou a construção de uma das antigas pirâmides egípcias. É um constante jogo de erros e acertos, porém nesse jogo as regras não são concretas, fixas ou muito menos, expressas de forma clara e objetiva.

Falo isso com certa experiência de saber que minhas jogadas nem sempre foram certeiras. Uma vez eu li que não podemos chorar por aquilo que nunca tivemos, e eu pergunto, como podemos ter de volta tudo aquilo que já apostamos? Não sei, a resposta é turva e não clara.

Tudo realmente depende de algo, estamos sempre condicionados uma reação, sendo esta fora do nosso controle. Na tentativa de controlar creio que errei, afinal, ainda hoje espero a volta daqueles que se foram.

É muito raro eu me identificar com um filme, ou uma estória em um livro. Contudo, nos últimos três meses encontrei contos cujo quais me vi envolvido racional e emocionalmente, fica apenas a questão de acreditar que há algo realmente especial no ar. Quando apostamos tudo por algo, esperamos estar certos de que iremos ter retorno. Como num conto ou fantasia, milagrosamente iremos acordar um dia e seremos surpreendidos.

Porém de surpresas eu só tenho tido das piores, quanto ao jogo? Eu cansei de jogá-lo faz anos, o que eu realmente quero é não sentir nenhum sinal daquele vazio no meu peito, mesmo sabendo que a vida é uma arte irônica, hipócrita, cruel, porém com cores e os mais doces sabores que podemos usufruir.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Céu ou Inferno?

Se o céu e o inferno realmente existem acho que moro no inferno. Antigamente eu costumava a acreditar que era o paraíso, essa é a melhor expressão do que eu sentia. Não existia lugar melhor no mundo, mas o céu virou o inferno. Natal/RN pode ser considerada uma cidade linda com suas belas praias, belos pôr-do-sol, e o sol brilham 365 dias. Esqueceram de mencionar que não é apenas isso que faz uma cidade, pois acredito eu, que as pessoas que habitam e moram nesse local são a essência, a alma do local. E convenhamos não há outro lugar no mundo com uma concentração tão alta de pessoas que, no lugar do cérebro, possuem um amendoim.

Suspeito que pouco antes de reencarnar erraram o despacho e me jogaram direto no inferno. Não sou a melhor pessoa do mundo, mas creio que sou um pouco melhor do que todos que moram aqui. A cidade evolui na estrutura física, ela se expande, contudo, a população esta cada vez mais ridícula, ao invés de evoluírem, estão regredindo. A preocupação está sempre na vida dos outros.

Eu quero tanto sair daqui, que a minha própria vontade me impede. Eu me sinto preso. Estou cansado de tudo e de todos. Pode ser que mesmo saindo daqui não resolva afinal, o problema sempre é conosco e não com o lugar, afinal apenas é um lugar.

Quando mais novo não imaginava chegar a ¼ de século fracassado. Tudo na minha vida é expressão de fracasso, está tudo tão parado que tenho medo. É um silêncio que faz muito barulho, é uma calmaria no meio do movimento. É um desejo, vontade, necessidade de mudanças melhores, porém não há nada no fim do túnel. Esse bendito túnel que quando menos eu espero aparece na minha vida.

Eu quero fugir, escapar para algum lugar aonde eu possa, realmente, ser feliz! Quero fugir e encontrar meu lugar ao sol poder ser quem sou, sem ter que viver numa ilusão criada por outras pessoas, ser forçado a conviver em uma bolha e gostar de coisas que desprezo. Eu quero fugir antes minhas forças acabem e eu seja apenas mais um vitima no inferno chamado Natal.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Não basta estar vivo para viver!


Não é preciso deixar o corpo físico para morrer, podemos estar mortos para o mundo e para tudo em nossa volta. A morte física nada mais do que a constatação de que não estamos mais nesse plano terreno. Muitas são as opiniões sobre o suicido, alguns não compreendem o que faz uma pessoa tomar uma decisão drástica como essa. Porém eu acredito na presença de sinais primários que podem ser identificados.
A morte social antecipa a morte física, os demais sentimentos envolvidos nessa decisão como solidão, medo, depressão, entre outros. Para morrer basta estarmos vivos, contudo não basta estar vivo para viver!

Ás vezes é melhor você estar morto, há um revólver a sua mão e ele está apontado para sua cabeça. Você acha que é maluco, instável demais, chutando cadeiras e batendo em mesas em um restaurante, num bairro qualquer. Chamem a polícia, tem um louco à solta correndo às escondidas para um bar fuleiro de um bairro do centro da cidade.
Sombras demais, vozes sussurrtantes, rostos em pêsteres, escolhas demais. Se, quando, por quêm o quê? Quanto você tem? Você consegue, quantas vezes? Qual você escolhe, uma opção leve ou pesada? De quanto você precisa?
Espere só até eu te levar em casa. Nós não temos futuro, nós não temos passado. Aqui, hoje, feito para durar em cada cidade, em cada nação. Do Lago Genebra à Estação Finlândia, até onde você foi?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

É o principio do fim!!

Ás vezes nós nos encontramos em situações em que temos que fazermos escolha. Essas escolhas nem sempre correspondem nossas expectativas. O que devemos fazer quando isso acontece? O ser humano tem a necessidade de viver em segurança, estamos sempre em busca dela, pois é algo extintivo. Nossos ancestrais fizeram isso, deixamos de viver em arvores depois que descobrimos o fogo, logo em seguida passamos a viver em cidades, desenvolvemos a agricultura, cultura, leis e chegamos ao atual momento de desenvolvimento da nossa civilização.

O que ocorre atualmente é que estamos ultrapassando a barreira da segurança para do inesperado. Infelizmente é outra característica nossa modificar nosso ambiente diante necessidades que criamos por não precisarmos. Nossa natureza dual nos faz sermos assim. Sentimos fome quando vemos algo delicioso, mesmo quando não estamos com fome. É a lei da natureza, onde quem sobrevive é o mais forte. Contudo essa lei da natureza esta se rebelando contra o nosso ambiente.

É mais comum vermos pessoas que morreram em uma tragédia natural, com tufões, furacões, terremotos, maremotos, ou seja, lá o que for. Devido ao grande número de pessoas que habitam o nosso pequeno e frágil planeta. Há tantas pessoas no mundo que ele já não dá mais conta das nossas necessidades. Não estaríamos então ao invés de evoluirmos regredindo?

Já acabamos com nosso eco-sistema e agora estamos acabando como eco-sistema de outros animais. Provo isso com a ilha de lixo existente no oceano pacifico. Já depositamos tanto lixo nos oceanos que os animais o confundem com algas. Aonde chegaremos? Alguns países investem quantias enormes de dinheiro para descobrir outro planeta passível de vida, para quem sabe um dia chegarmos nele. Estamos agindo como parasitas, usufruindo ao máximo todos os recursos disponíveis, como parasitas, nós estamos devorando um organismo vivo. Ao invés de procurarmos outro planeta terra, deveríamos investir este dinheiro em novas tecnologias para tentarmos manter nossa casa em pé, pois ela está começando a desabar.

Estamos no momento de nos conscientizarmos que, apesar de vivermos em um mundo formado por diferentes nações, cada uma com sua cultura e costumes distintos, somos todos habitantes de um mesmo bloco de terra. As fronteiras são apenas barreiras que criamos para nos protegermos moralmente e socialmente, para assim mantermos nossos aspectos físicos e morais, contudo, estamos deixando de sermos humanos quando paramos de pensar na nossa segurança de vida.

A raça humana condiciona sua sobrevivência a uma ilusão de superiodade inexistente. Nós acreditamos que somos únicos seres “inteligentes” no cosmos. Nossa inocência é tanta que,buscamos vida inteligente em outros planetas, porém, queremos que ela seja como nós, com os mesmo aspectos físicos e morais. O nosso complexo de inferioridade é tão amplo que para nós, vida se não for como a nossa não é vida.