segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Céu ou Inferno?

Se o céu e o inferno realmente existem acho que moro no inferno. Antigamente eu costumava a acreditar que era o paraíso, essa é a melhor expressão do que eu sentia. Não existia lugar melhor no mundo, mas o céu virou o inferno. Natal/RN pode ser considerada uma cidade linda com suas belas praias, belos pôr-do-sol, e o sol brilham 365 dias. Esqueceram de mencionar que não é apenas isso que faz uma cidade, pois acredito eu, que as pessoas que habitam e moram nesse local são a essência, a alma do local. E convenhamos não há outro lugar no mundo com uma concentração tão alta de pessoas que, no lugar do cérebro, possuem um amendoim.

Suspeito que pouco antes de reencarnar erraram o despacho e me jogaram direto no inferno. Não sou a melhor pessoa do mundo, mas creio que sou um pouco melhor do que todos que moram aqui. A cidade evolui na estrutura física, ela se expande, contudo, a população esta cada vez mais ridícula, ao invés de evoluírem, estão regredindo. A preocupação está sempre na vida dos outros.

Eu quero tanto sair daqui, que a minha própria vontade me impede. Eu me sinto preso. Estou cansado de tudo e de todos. Pode ser que mesmo saindo daqui não resolva afinal, o problema sempre é conosco e não com o lugar, afinal apenas é um lugar.

Quando mais novo não imaginava chegar a ¼ de século fracassado. Tudo na minha vida é expressão de fracasso, está tudo tão parado que tenho medo. É um silêncio que faz muito barulho, é uma calmaria no meio do movimento. É um desejo, vontade, necessidade de mudanças melhores, porém não há nada no fim do túnel. Esse bendito túnel que quando menos eu espero aparece na minha vida.

Eu quero fugir, escapar para algum lugar aonde eu possa, realmente, ser feliz! Quero fugir e encontrar meu lugar ao sol poder ser quem sou, sem ter que viver numa ilusão criada por outras pessoas, ser forçado a conviver em uma bolha e gostar de coisas que desprezo. Eu quero fugir antes minhas forças acabem e eu seja apenas mais um vitima no inferno chamado Natal.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Não basta estar vivo para viver!


Não é preciso deixar o corpo físico para morrer, podemos estar mortos para o mundo e para tudo em nossa volta. A morte física nada mais do que a constatação de que não estamos mais nesse plano terreno. Muitas são as opiniões sobre o suicido, alguns não compreendem o que faz uma pessoa tomar uma decisão drástica como essa. Porém eu acredito na presença de sinais primários que podem ser identificados.
A morte social antecipa a morte física, os demais sentimentos envolvidos nessa decisão como solidão, medo, depressão, entre outros. Para morrer basta estarmos vivos, contudo não basta estar vivo para viver!

Ás vezes é melhor você estar morto, há um revólver a sua mão e ele está apontado para sua cabeça. Você acha que é maluco, instável demais, chutando cadeiras e batendo em mesas em um restaurante, num bairro qualquer. Chamem a polícia, tem um louco à solta correndo às escondidas para um bar fuleiro de um bairro do centro da cidade.
Sombras demais, vozes sussurrtantes, rostos em pêsteres, escolhas demais. Se, quando, por quêm o quê? Quanto você tem? Você consegue, quantas vezes? Qual você escolhe, uma opção leve ou pesada? De quanto você precisa?
Espere só até eu te levar em casa. Nós não temos futuro, nós não temos passado. Aqui, hoje, feito para durar em cada cidade, em cada nação. Do Lago Genebra à Estação Finlândia, até onde você foi?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

É o principio do fim!!

Ás vezes nós nos encontramos em situações em que temos que fazermos escolha. Essas escolhas nem sempre correspondem nossas expectativas. O que devemos fazer quando isso acontece? O ser humano tem a necessidade de viver em segurança, estamos sempre em busca dela, pois é algo extintivo. Nossos ancestrais fizeram isso, deixamos de viver em arvores depois que descobrimos o fogo, logo em seguida passamos a viver em cidades, desenvolvemos a agricultura, cultura, leis e chegamos ao atual momento de desenvolvimento da nossa civilização.

O que ocorre atualmente é que estamos ultrapassando a barreira da segurança para do inesperado. Infelizmente é outra característica nossa modificar nosso ambiente diante necessidades que criamos por não precisarmos. Nossa natureza dual nos faz sermos assim. Sentimos fome quando vemos algo delicioso, mesmo quando não estamos com fome. É a lei da natureza, onde quem sobrevive é o mais forte. Contudo essa lei da natureza esta se rebelando contra o nosso ambiente.

É mais comum vermos pessoas que morreram em uma tragédia natural, com tufões, furacões, terremotos, maremotos, ou seja, lá o que for. Devido ao grande número de pessoas que habitam o nosso pequeno e frágil planeta. Há tantas pessoas no mundo que ele já não dá mais conta das nossas necessidades. Não estaríamos então ao invés de evoluirmos regredindo?

Já acabamos com nosso eco-sistema e agora estamos acabando como eco-sistema de outros animais. Provo isso com a ilha de lixo existente no oceano pacifico. Já depositamos tanto lixo nos oceanos que os animais o confundem com algas. Aonde chegaremos? Alguns países investem quantias enormes de dinheiro para descobrir outro planeta passível de vida, para quem sabe um dia chegarmos nele. Estamos agindo como parasitas, usufruindo ao máximo todos os recursos disponíveis, como parasitas, nós estamos devorando um organismo vivo. Ao invés de procurarmos outro planeta terra, deveríamos investir este dinheiro em novas tecnologias para tentarmos manter nossa casa em pé, pois ela está começando a desabar.

Estamos no momento de nos conscientizarmos que, apesar de vivermos em um mundo formado por diferentes nações, cada uma com sua cultura e costumes distintos, somos todos habitantes de um mesmo bloco de terra. As fronteiras são apenas barreiras que criamos para nos protegermos moralmente e socialmente, para assim mantermos nossos aspectos físicos e morais, contudo, estamos deixando de sermos humanos quando paramos de pensar na nossa segurança de vida.

A raça humana condiciona sua sobrevivência a uma ilusão de superiodade inexistente. Nós acreditamos que somos únicos seres “inteligentes” no cosmos. Nossa inocência é tanta que,buscamos vida inteligente em outros planetas, porém, queremos que ela seja como nós, com os mesmo aspectos físicos e morais. O nosso complexo de inferioridade é tão amplo que para nós, vida se não for como a nossa não é vida.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Cansei


Começo a acreditar que um sinônimo para vida seria repetição. Se pararmos para pensar e analisar bem, tudo se refere a repetição. Um ano termina e logo começa outro, porém, repetimos tudo novamente, Janeiro, Fevereiro, Março, Abril e por aí vai.
Se não fosse trágico, seria no mínimo, irónico. Conforme envelhecemos parece que estamos ganhando mais uma chance de mudar, corrigir e seguir caminhos diferentes, tudo isso no mesmo espaço de tempo.

Sinceramente? Cansei!
Cansei de seguir os mesmos caminhos
todos os dias e todas as noites.
Cansei de conviver com o mesmo tipo de pessoa
falsas, mesquinhas, venenosas.
Cansei de ver o eterno desencontro entre
o Sol e a Lua.
Cansei de persistir, de lutar, de correr atrás
e acabar sempre no mesmo lugar.
Cansei de ver o tempo passar, a chuva cair,
a noite chegar, o sol nascer.
Cansei de sentir o leve toque da brisa do mar
no meu rosto, meu corpo, na minha pele.
Cansei de ver pessoas sofrerem por pessoas
que não merecem, por desilusões e desconfianças.
Cansei de tentar ser perfeito de corpo e alma.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Amizade - Como conservá-la

Amizade - Como conservá-la - Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Um conceito que gostaria de apresentar-lhes, precisamente nestes momentos em que existe o perigo de os homens se afastarem dele e sobrevir o mais espantoso dos desvios humanos, é aquele que foi consagrado por quase todos os povos do mundo como algo que jamais deveria ser alterado: o conceito de amizade. Este conceito tem-se debilitado não somente entre os povos da Terra como também nos pequenos núcleos de homens; isso será, sem dúvida, a causa iniludível de más conseqüências para o futuro.

A amizade – já disse e é comum ao entendimento de todos – nasce da simpatia mútua mas, muito especialmente, da semelhança de certos pensamentos que movem e inclinam uns e outros para mais ou menos iguais preferências.

Quando a amizade se torna um conceito entre as partes de um conjunto, esse conceito rege-as todas. Não pode nenhuma delas fazer dessa amizade um uso particular, diferente do que faz o conjunto ou a parte com a qual travou amizade, porquanto estaria abusando da generosidade do conceito, ao qual deve render o culto de sua lealdade.

Deve-se cultivar o respeito, principalmente se essa amizade nos honra e nos é sadia e agradável.

Quando a amizade não une os homens é porque algo impede seu acercamento e os separa; e, quando a amizade não existe, tampouco existe o apreço nem pode se inspirar confiança entre eles.

Não havendo amizade, a reserva recíproca é um fato lógico; mas, quando ela une os homens em disposição de generosa tolerância, auxílio e colaboração mútua, toda reserva, todo isolamento, conduz ao debilitamento dessa amizade e o conceito sofre pelo mau uso que se faz dele.

Tenho visto como padece e se ressente a amizade quando quem faz dela um culto e a distribui prodigamente sem traí-la jamais em seus impulsos naturais de expressão não é correspondido com a franqueza, a lealdade, a clareza e a simplicidade que convêm ao conceito. Inevitavelmente, nestes casos, sobrevém a dúvida; o ser sofre e se esforça por conservar dentro de si a pureza dessa amizade mas, afinal, a não correspondência reiterada provoca a reação, e é aí onde a amizade se rompe e surge a inimizade.

Tenho pensado repetidas vezes nisto e observado que, se os seres humanos prestassem mais atenção aos deveres que contraem uns com os outros, evitariam para si muitos sofrimentos, muitos tropeços e conservariam muitos amigos.

Trechos extraídos do livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, págs. 214 a 215


Gostei desse artigo desde o primeiro momento que li. O autor faz uma observação os fatores que levam a amizade a desuniam dos homens, além de ressaltar que a recíproca é um fator lógico para uma amizade. O principal motivo da escolha desse texto foi o fato de falar sobre amizade. Por que esse assunto, a resposta é simples, mais ou menos a uns vinte dias atrás eu presenciei a falta de amizade por parte de uma pessoa que eu sempre considerei muito. Não reclamo, não tenho raiva. Quanto a essa pessoa espero que seja feliz, só isso.