quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Arte ou jogo?

Viver é realmente uma arte. Tão complexa quando a “Monaliza” ou a construção de uma das antigas pirâmides egípcias. É um constante jogo de erros e acertos, porém nesse jogo as regras não são concretas, fixas ou muito menos, expressas de forma clara e objetiva.

Falo isso com certa experiência de saber que minhas jogadas nem sempre foram certeiras. Uma vez eu li que não podemos chorar por aquilo que nunca tivemos, e eu pergunto, como podemos ter de volta tudo aquilo que já apostamos? Não sei, a resposta é turva e não clara.

Tudo realmente depende de algo, estamos sempre condicionados uma reação, sendo esta fora do nosso controle. Na tentativa de controlar creio que errei, afinal, ainda hoje espero a volta daqueles que se foram.

É muito raro eu me identificar com um filme, ou uma estória em um livro. Contudo, nos últimos três meses encontrei contos cujo quais me vi envolvido racional e emocionalmente, fica apenas a questão de acreditar que há algo realmente especial no ar. Quando apostamos tudo por algo, esperamos estar certos de que iremos ter retorno. Como num conto ou fantasia, milagrosamente iremos acordar um dia e seremos surpreendidos.

Porém de surpresas eu só tenho tido das piores, quanto ao jogo? Eu cansei de jogá-lo faz anos, o que eu realmente quero é não sentir nenhum sinal daquele vazio no meu peito, mesmo sabendo que a vida é uma arte irônica, hipócrita, cruel, porém com cores e os mais doces sabores que podemos usufruir.

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