quarta-feira, 8 de abril de 2009

A escola de Pintura...

Segue um breve texto retirado do livro "O livro da bruxa" de Roberto Lopes.
"A escola de Pintura.
Outro dia um amigo m perguntou o que eu acho que é a vida. Resposta difícil, não é?
Vou contar como respondi.
Imagine uma escola de pintura. Ao entrar, você recebe uma tela em branco e encontra vários alunos pintando. Muitos estão trabalhando há anos, e os quadros são de todos os tipos, desde de obras maravilhosas até telas completamente destruídas. As tintas, os pincéis e os matériais de pintura estão espalhados pela sala, alguns bem acessíveis, outros em locais difíceis. Apesar de ser uma escola, não há professores. É tudo por sua conta.
O que você faria nessa situação? Pegaria qualquer pincel e simplesmente espalharia tintas em sua tela? Observaria os que estão trabalhando e tentaria imitar alguém talentoso? Juntaria sua tela à de outras pessoas e pintaria um grande painel em equipe? Tentaria criar uma obra original e aprender com seus próprios erros? Utilizaria apenas os materiais mais acessíveis ou batalharia para conseguir também os mais difíceis?
Volto a perguntar, o que você faria?
Na minha opiniãom a vida é como esta escola de pintura. As pincelada são as nossas ações. Às vezes, damos pinceladas de mestre. Usamos o tipo certo de pincel, a mistura correta das cores e movimentos precisos. São as nossas boas ações. Aquelas que nos fazem dormir tranqüilos e com um sorriso nos lábios.
Outras vezes, borramos todo o nosso quadro e pensamos "Argh! Estraguei tudo. Não tem mais jeito". Desejamos até jogar a tela fora e parar tudo. Vamos dormir arrasados e querendo morrer.
É nesta hora que precisamos lembrar da escola de pintura. Não se desespere. Por mais borrado que o seu quadro esteja, você sempre pode pegar um pincel limpo, as tintas certas e pintar por cima.
Se você disse algo ruim para alguém, peça perdão. Se fez algo que não deveria, volta lá e conserte. Se deixou passar uma oportunidade de elogiar alguém, procure a pessoa ou pegue o telefone e faça o elogio. Se teve vontade de acariciar alguém e não o fez, faça-o na próxima vez que encontrá-lo(a) e diga-lhe apenas que está acertando seu quadro - tenho certeza de que você será compreendido.
A única coisa que você não deve fazer é deixar os borrões aparecendo. Não interessaquão antigos eles sejam. Se estiverem lá, corrija-os. É corrigindo que aprendemos a não cometê-los e nos tornamos artistas cada vez melhores.
Fazendo assim, não importa se teremos mais duzentos anos ou apenas mais um dia para nossa pintura. Quando formos chamados para expô-la, ela estará perfeita. Talento, tenho certeza, todos nós temos."
Lí esse texto em uma cortesia desse livro e achei fantástica essa relação que o autor fez entre a vida e uma escola de pinturas. O trecho que destaquei em negrito é o que mais me chamou atenção. Simplesmente ele diz que não importa o que nós deixamos por fazer, o importante é voltar atrás e fazê-lo, seja corrigir um erro ou fazer algo que deixou de ser feito.
De relance esse pequeno trecho me fez em pensar em todas as coisas que eu sempre quis fazer, e por um motivo qualquer, deixei passar. Infelizmente para algunas desse momento, a pintura permancerá borrada.
Acho que é isso, o texto acima expressa tudo o que eu estava querendo falar por ora e não sabia por em palavras.

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