Se a vida é um palco, então, nós somos os atores do grande espectáculo e nossos corpos formam a peça. Eu, particularmente, considero a vida como um baile de Carnaval decadente. Aonde as máscaras e as fantasias formam o corpo do baile, elas são a base de tudo a vida. Nesse baile de Carnaval todos se julgam perfeitos , e eu me refiro a todos, sem exceção. Todos se consideram uma obra prima de Deus, algo intocável em sua essência. A diferença está naquelas pessoas que possuem a compreensão de que não são completamente perfeitas, são elas que fazem a diferença, pois, enxergam que a "perfeição" não é verdadeira e que possuí falhas.
Grande parte dos indivíduos procuram por pessoas atraentes e interessantes, porém, por algum motivo, elas perdem o interesse e continuam achando as pessoas atraentes. Contudo, o que era requisito para elas, em relação aos outros, passou a ser algo comum. Na maior parte das vezes, essas pessoas não chegam a conhecer a pessoa mais intimamente para assim, poderem opniar se elas são ou não interessantes. De certa forma, elas procuram um reflexo delas mesmas nos outros. Elas querem encontrar pessoas que devem possuir as mesmas características, os mesmo gosto e as mesmas convicções, não compreendendo que as pessoas divergem na "maneira de pensar, sentir e agir" (MOSCOVICI, 1998).
Nesse baile de Carnaval decadente, são poucas as pessoas que realmente possuem um certo tipo de glamour e de classe. Consideremos elas como uma regra contra aquele exemplo clássico do pequeno que vale muito, aqueles quadros que apesar do tamanho, o valor é inestimável. É um pré-julgamento sem o conhecimento das outras pessoas. Afinal, quem nunca julgou alguém sem conhecê-la?(jogue a primeira pedra quem nunca o fez) É não comprar um produto porque a embalagem não agradou, é não usar aquela roupa por medo de ser tachado, é o medo do preconceito contra sí mesmo e o medo do seu próprio preconceito.
Nesse baile de Carnaval as máscaram começaram a perde as lantejoulas e as fantasias já estão ficando sem penas. O brilho e o encanto de outrora não tem mais o seu encanto. Ele não terminou na última quarta-feira de cinzas. Aquele frio na barriga já não existe mais, e o epectáculo que tanto queríamos ir, já perdeu a graça à muito tempo. É um pouco mais do mesmo que já tivemos; agora eu retomo o a frase da "escola de pintura", aonde diz para irmos atrás daquilo que queríamos fazer e não fizemos; aí temos que fazer uma breve avaliação se realmente é importante para o seu baile.
Quanto ao meu baile, eu apenas me pergunto quando ele irá terminar, porque meus caros, eu confesso que comecei a me cansar desse "mais do mesmo". É sempre o mesmo disco arranhado, a única diferença é a música que toca. Apesar de tudo, eu ainda tenho fé em Deus e rezo e peço a ele que me ilumine e me proteja. Nos momentos em que o cansaço impera, eu respiro algumas vezes e faço o seguinte:
Pai Nosso que estais no céu
Santificado seja o vosso nome
Venha a nós, ao vosso reino
Seja feita a vossa vontade
Assim na terra como no céu
O pão nos de cada dia nos dai hoje
Perdoai as nossas ofensas,
Assim como nos perdoamos a quem nos tenham ofendido
Não nos deixei cair em tentação,
Mas livrai-nos do mal
Amém!
Para aqueles que estão cansados desse mesmo baile, eu vós deixo com apenas uma mensagem. Tudo na vida um dia chega ao fim, seja ele decadente ou não. O que temos que fazer é aproveitar, sentir e refletir sobre todos os nossos sentimentos, desde os mais profanos até os mais puros. Assim, nós tornaremos pessoas melhores, iremos crescer nosso espírito e engrandecer o nosso corpo. Assim, eu vou seguindo no meu baile, mas de certa forma aprendendo com tudo que vivo. E como já cantou Madonna em "take a bow":
The show is over, say goodbye!
Um comentário:
Amigowwww, lindo isso, pena que eh verdade...sorte daqueles que chegaram a descobrir oq existe por baixo de sua máscara...abraço!!
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