sexta-feira, 10 de julho de 2009

Celebration...

Quem foi que falou que sonhos não se tornam realidade? Quem foi que disse que o impossível existe? Afinal quem é que tem todas as respostas para as nossas dúvidas, anseios e medo? Meus caros, eu devo falar que sonhos se tornam realidade sim, que o impossível é tão possível quanto imaginamos, basta apenas trabalhar forte, e a energia para mover tudo isso é alimentada pelo medo, pelas dúvidas e pelos nossos anseios. Sim, essa é a mais pura verdade.
Esse mês eu estou celebrando a conquista do meu maior sonho, a conclusão da universidade, que foi conquistada através muita luta, guerras e disputas. Sinto-me um herói, sinto-me vingado, sinto-me vitorioso por vários motivos. Afinal não conheço ninguém que tenha sido tão subestimado, tenha sido alvo de tanta inveja, quanto eu fui! Hoje eu olho para essas pessoas e enxergo que os desejos deles não se concretizaram. Não pensem que eu tenho raiva, ódio ou qualquer tipo desafeto, muito pelo contrário, eu tenho muito respeito, pois os tenho como os melhores desafios que poderiam surgir em minha vida, e os aconselho a manterem seus olhos abertos, observando e aprendendo, afinal, vocês perderam tanto tempo de suas vidas preocupados com a minha, que o próprio tempo mostrou no final que o que prevalece é a ética, o caráter, a integridade, ser quem você é e ter a coragem de ser aceito por quem você é e não pelo que os outros querem/esperam que você seja.
Mais o motivo de hoje é celebrar, vamos de falar coisas significantes. Os quatro últimos anos de minha vida foram uma verdadeira jornada, com muita emoção, muitos desafios, muitas alegrias e felicidades. Um prato muito bem temperado, feito com muito amor e carinho. Contudo, o preparo deste prato não foi fácil, são poucas as pessoas que sabem o esforço e a coragem que tive de encontrar para enfrentar e superar minha insegurança, meus medos e meus anseios. Para mim, esse é o maior motivo para celebrar.
Celebrar a vida, celebrar a conquista, celebrar a realização de um sonho, que era tido como impossível, celebrar a vida, celebrar por está vivo e poder participar da celebração dos amigos que tiveram que carregar suas cruzes, celebrar quem sou e por que não celebrar apenas por celebrar?
Certa vez um professor me disse que há pessoas que entram numa faculdade com um pensamento e um ponto de vista. Falo consciente das mudanças que passei, não apenas das físicas (que foram muitas: já fui gordo, magro, voltei a engordar, emagreci, fui loiro, ruivo, moreno, com cabelo grande, cabelo liso, cabelo curto) e sim pela maior mudança que um ser humano pode passar. A de admitir nossa incapacidade, nossa frustração por não termos todas as respostas, a de sermos mais humildes, a que não sabemos de nada e estamos constantemente aprendendo, admitir que não somos senhores da razão e que não sabemos de tudo, a capacidade de nos olharmos e compreendermos que somos seres humanos, passiveis de erros e imperfeições. Esse mesmo professor, disse-me também, que poucos teriam sensibilidade de perceber essas fraquezas e a coragem de tentar mudá-las.
Embora a viagem tenha sido complicada, eu sempre tive pessoas fiéis ao meu lado, uma mãe maravilhosa, que da maneira dela sempre supriu todas as minhas necessidades (afeto, carinho, dinheiro, etc); uma tia que ajudou minha mãe e participou de forma ativa, na tentativa de me ver feliz; um tio, que apesar do pouco contato que teve durante meu crescimento, fez mais por mim em quatro anos, do que o meu pai fez em toda vida. Amigos que se tornaram irmãos, amigos que perdemos contato, amigos que se foram e também aqueles amigos que já estavam aqui antes do início da jornada e aqueles amigos que conheci no começo, no meio e no final deste caminho. Esse é outro grande motivo para celebrar!
Eu celebro a paz, a saúde, a força, a coragem; as lágrimas que chorei; as gargalhadas que dei, celebro a Deus, acima de tudo. Afinal e apesar de não ser o maior crente nele, eu sempre soube que em nenhum momento ele me abandonou. Quem me conhece muito bem, sabe o quanto eu odeio ser deixado de lado, ser colocado em segundo plano e que não sou o maior fã do segundo lugar. Celebro a isso também, pois sei que não nasci para receber menos do que mereço, pois estou cansado de ser trocado, de me sentir usado, cansado de ser subestimado.
Recentemente uma professora “Escândalo”, falou que administradores nasceram para estar sempre sobre os holofotes, ser o centro das atenções. E certa vez eu falei em uma sessão de terapia que uma das minhas personalidades adora está sobre holofotes. Então creio que estive montando o palco da minha carreira, e a cada dia estive me preparando para atrair os holofotes para cima de mim, sem medo de mergulhar no mar de realizações e prosperidades que estão por vim.
Eu celebro todas as críticas, todos os maus momentos, todas as dificuldades que enfrentei, pois sem elas, o gosto da conquista dos momentos de felicidades e de alegrias não teria sido tão doce como deveriam ser; divertidos como foram e não teria sido tão especial como foram.
Acredito que para sermos vencedores não precisamos fazer tudo sozinhos, não precisamos batalhar sozinhos. O verdadeiro significado de ser vencedor e saber que temos pessoas com quem podemos contar ao nosso lado, e que para nós sermos os melhores e estarmos no topo, temos que conquistar degrau por degrau, escalando um a um e sempre almejando mais e mais. Nós somos vencedores quando olhamos para o nosso lado e sabemos que sempre teremos uma mão forte para nos ajudar e as pessoas que nos ajudaram a conquistar o nosso sucesso, estão lá conosco. Ser vencedor é olhar para trás sem arrependimentos do que fizemos e sem lamentarmos pelo o que perdemos. Essa é a maior celebração de todas e por isso eu celebro por me considerar um vencedor!

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