Até esse momento não consegui encontrar um título para a coluna de hoje. Não é pelo fato de não ter o que escrever, e sim pelo fato de ter muita coisa à falar e não saber como abordar o assunto. É difícil você escrever sobre algo e tentar ser imparcial, até porque acabamos por colocar uma opinião pessoal no que escrevemos, e o assunto de hoje é complicado de escrever, pois eu já passei por situações bem parecidas e muitos irão pensar que estou falando sobre mim, quando na verdade, não estou envolvido diretamente.
Nos últimos dias umas caraminholas estão aparecendo em minha mente, e se eu fosse outra pessoa deixaria isso de lado, mais graças a minha evolução pessoal aprendi que tudo é sinal de algo, tudo tem um motivo e nos cabe tentar compreender os sinais, inclusive os que não nos pertencem. O que eu irei abordar aqui, não tem relação alguma com o meu atual relacionamento, embora as caraminholas, citadas anteriormente, estejam envolvidas.
Uma vez eu li uma frase que dizia "Quem ama não prende a pessoa amada, visto que o amor é livre e logo quem prende tem apenas a obsessão de possuir aquela pessoa", outra frase diz que "O amor é um pássaro e ele precisa voar". Fico embabascado com pessoas que utilizam de qualquer arma para prender uma pessoa ao seu lado. Algumas utilizam de argumentos, outras de medos, outras até acreditam que a macumba irá resolver o problema. Me pergunto até que ponto uma pessoa é capaz de se humilhar apenas para dizer aos outros que é amado? Não estou querendo entrar numa discussão sobre o que é amor, e sim me perguntando o que realmente é se sentir amado e amar?.
Quando eu tinha uns 15 anos, eu acreditava em contos de fadas e que um dia eu iria encontrar um amor que duraria "até que a morte nos separe". Eu vim encontrar esse amor em 2005, tudo era um conto de fadas, desde como nos conhecemos até as vezes que viajávamos juntos. Tudo era um dejávu! Mas um dia o conto de fadas se tornou um grande pesadelo, foram quase dois anos vivendo um pesadelo onde sentia muita dor, muitos pensamentos, um vazio dentro do peito, literalmente, o fundo do poço. Nesse período de dois anos, eu comecei a pensar que o amor era algo falso, um sentimento mentiroso, um sentimento de rejeição, afinal como você pode amar alguém que não dar a menor importância para você e que parece nem saber que você existe? Essa época eu estava com uns 21 anos.
Foi quando de repente, eu conheci uma pessoa. Até então eu comentava com os amigos mais íntimos e dizia "eu quero alguém que me faça enrubescer o rosto só em falar com ela ao telefone, que meu coração bata mais forte quando eu estiver com ela, e que complete o vazio que eu sinto no peito", e eu pensei que essa pessoa seria a "tal" pessoa, eu estava enganado. O fato foi que eu ganhei de presente de Natal uma grande decepção. Eu tinha apenas 22 anos.
Novamente me encontrei envolto em um grande turbilhão de pensamentos, análises introspectiva, um processo longo e demorado de alto conhecimento, e finalmente encontrei a resposta. O amor seria "gostar de quem gosta de mim, não importa a autencidade do sentimento que eu tenha pela pessoa". Novamente eu entrei num relacionamento, fiz de tudo pra essa pessoa, ficamos noivos e dividimos um pequeno kitnet, mais como tudo na vida é uma grande lição, findei por descobrir que o amor não é gostar somente de quem gosta de mim, tem algo atrás dele que o faz ser tão complexo. Isso foi ano passado, eu tinha 23/24 anos.
Novamente me encontrei envolto em um grande turbilhão de pensamentos, análises introspectiva, um processo longo e demorado de alto conhecimento, e finalmente encontrei a resposta. O amor seria "gostar de quem gosta de mim, não importa a autencidade do sentimento que eu tenha pela pessoa". Novamente eu entrei num relacionamento, fiz de tudo pra essa pessoa, ficamos noivos e dividimos um pequeno kitnet, mais como tudo na vida é uma grande lição, findei por descobrir que o amor não é gostar somente de quem gosta de mim, tem algo atrás dele que o faz ser tão complexo. Isso foi ano passado, eu tinha 23/24 anos.
A essa altura eu já tinha tido cinco relacionamentos, um mais desastroso que o outro, e eu encontrei a minha atual definição para o amor.
Amar é aceitar-se como você é e saber valer seus direitos, acima de tudo é respeitar as suas crenças. Fazer com que os outros te respeitem e você respeitar os outros. Não é sofrer por quem te despreza ou correr atrás de quem te rejeita. É você ter conhecimento do seu próprio EU e não aceitar que os outros queiram te mudar. É você ser quem você é sem se preocupar com o que os outros irão falar de você. É não cobrar sentimentos ou expressões de afeto, mesmo que isso aconteça às vezes. É não falar eu te amo e sim saber, sentir apenas com um afago. É aproveitar cada momento com a outra pessoa e aceitar os defeitos dela, afinal quando você a conheceu já sabia que não era perfeita. Por fim, é saber que apesar de todos os momentos felizes que passem ao lado da pessoa e se por ventura o relaciomento chegar ao fim seja por: decisão de ambos, sua decisão ou apenas a decisão dela, é você querer ver aquela pessoa que você ama feliz e ficar feliz por ela.
Nenhum comentário:
Postar um comentário