Poucas são as pessoas que sabem como eu odeio o dia do domingo. Esse dia que é considerado sagrado, já que é o último dia da semana e ao mesmo tempo, o primeiro. Poucas, também, são as pessoas que sabem que, apesar de brincadeira, domingo seria o dia perfeito para eu cometer alguma tentativa de suicidio.
Não sei ao certo o porque esse dia é tão fatidico para mim. Eu sinto no ar uma coisa estranha, algo morbido e sombrio. E a madrugada do sábado para o domingo pode ser maravilhosa, mas esse dia é algo intoleravél.
O U2 (famosa banda de rock da Irlanda) gravou uma música aonde descrevia a forma de um atentado realizado no domingo... Afinal, talvez esse dia não seja um dia tão pacifico quando era pra ser.
Mudando de assunto; a vida anda corrida, agitada. Em determinados momentos eu me sinto em volto a um turbilhão de acontecimentos, embora a maioria seja ruins. Contudo, eu sei que acontecimentos ruins provocam mudanças e eu sou totalmente a favor de mudanças.
Hoje eu me sinto triste por algum motivo complexo que eu não sei explicar. Apesar de todos os acontecimentos, tudo esta parado, estático. Será que devo considerar esse momento como um momento de transição? Fazia tempo que não passava por um momento desses, na verdade, muito tempo, mais de 4 anos.
Ontem em um breve momento de lembraças e reflexões, eu fiz um poema.
É sempre o mesmo lugar, apesar de ser um local diferente.
São sempre as mesmas pessoas, com as mesmas vontades.
São sempre as mesmas músicas, as mesmas roupas, os mesmos penteados,
as mesmas bebidas, porém, não são sempre os desejos.
As mesmas caras, as mesmas necessidades, não há espaço para algo diferente.
Todos seguem as mesmas tendências, todos querem se enquadrar, todos querem
fazer parte, todos querem serem aceitos e para isso eles deixam de ser eles mesmos.
São sempre as mesmas pessoas, as mesmas danças, em um momento você crêr que
conhece alguém, no outro você conclúi que não conhece nada delas.
Por hoje é só, vou continuar no domingo rezando para que ele acabe logo.
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